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O que são os campos eletromagnéticos (CEM)?

Os campos eletromagnéticos existem onde quer que a eletricidade seja gerada, transmitida, distribuída ou usada. Desde que a eletricidade se tornou numa parte integrante da nossa sociedade, que estes campos são omnipresentes no nosso ambiente.

 

No entanto, os campos eletromagnéticos também estão presentes de forma natural no planeta e na fisiologia natural do corpo humano. Por exemplo, o campo magnético natural do planeta – capaz de mover uma peça de ferro magnetizada – é mais intenso do que a maioria dos campos de origem artificial a que os seres humanos estão quotidianamente sujeitos.

Que tipo de campos eletromagnéticos emite a EDP Distribuição?

As instalações da EDP Distribuição geram maioritariamente campos eletromagnéticos de extremamente baixa frequência (CEM EBF) – 50 Hertz (Hz). Existem outros equipamentos elétricos de uso doméstico que também geram CEM EBF como, por exemplo, máquinas de lavar louça e roupa, ferros de engomar, secadores de cabelo, máquinas de barbear, aspiradores, torradeiras, televisões, etc.

 

Estes CEM são considerados de extremamente baixa frequência porque as suas frequências (inferiores a 300 Hz) são muito baixas quando comparadas com as da generalidade dos equipamentos de telecomunicações ou as frequências superiores da radiação infravermelha, da luz visível ou ainda das radiações ultravioletas e raios X. 

  

Tenho uma linha elétrica que passa próxima da minha casa. Será prejudicial para a saúde?

Os efeitos sobre a saúde humana destes campos eletromagnéticos são investigados há décadas. Em Junho de 2007, a Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou uma detalhada monografia de 470 páginas que apresenta os resultados estabelecidos por essa investigação.

      Esta monografia considera como evidência inadequada, ou não suportada, a associação entre a exposição a campos eletromagnéticos de extremamente baixa frequência e quaisquer patologias. Existe, contudo, uma evidência limitada no que diz respeito à leucemia infantil. No entanto, neste caso, existem fragilidades metodológicas que limitam as conclusões dos estudos efetuados. Assim como fragilidades de natureza estatística resultantes da combinação da baixa percentagem da população que reside na proximidade de instalações elétricas e da muito reduzida taxa de incidência desta doença, o que faz com que seja muito difícil reunir um conjunto de casos suficientemente grande para permitir a realização de estudos cujas conclusões sejam estatisticamente significativas.

 

Por este motivo, de acordo com a International Agency for Research on Cancer (IARC), os CEM EBF estão classificados como “possibly cancinogenic to humans” (possivelmente carcinogénicos para os humanos), tal como o café, os “pickles” ou os fumos de escape dos motores a gasolina.

 

No entanto, investigações recentes parecem indicar que a génese da leucemia infantil não está associada à exposição a campos eletromagnéticos, mas sim a uma predisposição genética, que, associada a uma segunda mutação, eventualmente induzida por uma doença comum, poderá desencadear a ocorrência da doença.

Quais os limites estabelecidos pela legislação nacional?

Em 2004, foi publicada em Diário da República a Portaria nº 1421/2004, que fixa os níveis de referência relativos à exposição da população a campos eletromagnéticos, em linha com as recomendações do Conselho Europeu e do ICNIRP (International Commission on non-ionizing radiation protection).

Para a frequência industrial de 50 Hertz (Hz), que é utilizada na transmissão, distribuição e utilização de energia elétrica em Portugal, os limites básicos estabelecidos são os seguintes:

      A densidade de corrente no corpo humano não pode ultrapassar os 2 mA/m2 (miliampere por metro quadrado), valor que é cerca de 50 vezes inferior àquele para o qual há registo científico de efeitos fisiológicos, reversíveis e não nocivos.

      Este limite é garantido se não forem ultrapassados os seguintes valores de referência para os campos elétricos e magnéticos:

    Para o campo elétrico E: 5 kV/m (quiloVolt por metro)

    Para o campo magnético B: 100 µT (microTesla)

O que fazemos pela segurança das pessoas e ambiente?

Nos últimos anos, temos aprofundado o conhecimento sobre os CEM gerados pelas infraestruturas da empresa, através de ações de monitorização das nossas instalações tipo, linhas de Alta e Média Tensão, Subestações, Postos de Transformação e redes de Baixa Tensão.

Os resultados demonstram que os valores dos campos eletromagnéticos medidos são significativamente inferiores aos níveis de referência definidos na legislação nacional em vigor.

No campo da investigação, patrocinamos a realização de vários estudos sobre este tema, em parceria com instituições universitárias portuguesas, tais como a Universidade de Coimbra e o Instituto Superior Técnico.

 

Destacamos o trabalho produzido pelo Prof. Dr. Engº Luís Pinto de Sá, do Instituto Superior Técnico, sobre Campos Eletromagnéticos de Extremamente Baixa Frequência, Saúde Pública e Linhas de Alta Tensão, assim como o Guia de Medidas de Mitigação da Emissão de Campo Magnético a 50 Hz em instalações da EDP.

Na sequência do trabalho já efetuado, continuaremos a acompanhar novos desenvolvimentos sobre este tema e a aprofundar o conhecimento sobre os CEM gerados pelas nossas instalações, através da sua monitorização regular.

Documentos
Mar 2019
Guia de Medidas de Mitigação da Emissão de Campo Magnético a 50 Hz em instalações da EDP Distribuiçã...
Feb 2019
Campos Eletromagnéticos de Extremamente Baixa Frequência, Saúde Pública e Linhas de Alta Tensão
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Perguntas frequentes - Campos Eletromagnéticos de Extremamente Baixa Frequência, Saúde Pública e Lin...